Transmissão de saberes e fazeres

Durante o curso de formação continuada de professores indígenas desenvolvido pelo PBA-CI, foram desenvolvidas cartilhas de Letramento e Oralidade, ilustrada pelos indígenas, com o objetivo de perpetuar lendas e mitos transmitidos de geração em geração. 

Os materiais, desenvolvidos com os Ministérios da Justiça (Funai) e da Educação e as secretarias de Educação de Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, foram aprovados pela Comissão Gestora do Território Etnoeducacional do Médio Xingu, instância de deliberação composta por instituições governamentais e não governamentais e comunidades indígenas apoiada pela Norte Energia desde 2013. 

As práticas e saberes tradicionais são registrados pelos Videoastas, como são chamados os indígenas participantes das oficinas de formação em filmagem e edição, responsáveis pela produção de documentários sobre os Araras, Araweté, Kararaô e indígenas anciãos moradores de Altamira; sobre a construção da casa cerimonial Tavyva, do povo Asurini e sobre a relação dos Juruna e dos Arara da Volta Grande com o Xingu, sobre Intercâmbios entres os povos de mesmo tronco linguístico, entre outros.  

A ação integra o projeto de “transmissão de saberes e fazeres” para que os indígenas assumam o protagonismo de ações de proteção, fortalecimento e reprodução do patrimônio material e imaterial dos povos do Médio Xingu. No futuro, este material deve ser incorporado ao acervo do futuro Museu dos Povos do Médio Xingu.