Norte Energia apoia realização de reunião nacional sobre malária

Data de Publicação: 26/04/2022 13:00

Concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte foi convidada a apoiar o evento por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), devido ao trabalho realizado no entorno do empreendimento

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Luta contra a Malária (25/04), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoveu a 16ª Reunião Nacional de Pesquisa em Malária, no Rio de Janeiro. O evento contou com o apoio da Norte Energia, empresa privada e concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, convidada pela instituição em razão da sua atuação no combate à doença. Entre os anos de 2011 e 2021, a concessionária financiou o Programa de Ação para Controle da Malária (PACM), que chegou a zerar os casos na região do empreendimento. 

O pesquisador da Fiocruz, Leonardo Carvalho, que presidiu o evento, classificou o PACM como bem-sucedido. “Este evento foi desenhado pela Organização Mundial de Saúde com o objetivo de sensibilizar a sociedade, governos e a mídia, e a Norte Energia tem um papel muito importante neste processo. Isto serve de exemplo para todos os municípios da Amazônia que, mesmo diante de tantas adversidades e questões ambientais, é possível controlar a malária desde que se tenha iniciativas de impacto como esta”, afirmou o estudioso.

O programa integrou o licenciamento ambiental da hidrelétrica e contou com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) e dos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Pacajá, na área de influência da Usina. Os casos, que em 2011 chegaram a 10.838 nestas localidades, após 10 anos de execução do programa, caíram para 703 casos positivos. Uma redução histórica de 93,51%, de acordo com dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (Sivep). Na cidade de Pacajá, por exemplo, quando as ações foram iniciadas a localidade chegou a registrar 4.563 casos de malária e, em 2021, apenas 58, segundo o Sivep. 

O PACM contou com um aporte financeiro que ultrapassou R$ 54 milhões, valor que foi investido no fortalecimento das secretarias responsáveis pela vigilância de malária nos municípios atendidos, com medidas como a contratação de profissionais especializados, a capacitação de agentes de endemias, a doação de caminhonetes, motocicletas, embarcações e de combustível para possibilitar a locomoção das equipes, além da entrega de insumos para o diagnóstico, tratamento e monitoramento dos vetores.

Houve, ainda, a doação de mosquiteiros impregnados de inseticida, testes rápidos, impressos para notificações, materiais para as Unidades de Diagnóstico e Tratamento (UTD) e reposição para microscópios. O programa, em seu início, também construiu ou reformou núcleos de Vigilância Epidemiológica destes municípios, com o intuito de fortalecer os sistemas de informação municipais.

A superintendente Socioambiental da empresa, Luciana Soares, lembra que o Programa de Ação para Controle da Malária foi uma iniciativa bem-sucedida na mitigação dos riscos de aumento de casos de malária na fase de construção da Usina Belo Monte, quando havia um contingente expressivo de afluxo de pessoas para a região. “Alcançamos o objetivo de reduzir os índices da doença por meio de parceria tripartite com os sistemas de saúde municipal e estadual, contribuindo com recursos e disseminação da metodologia de prevenção e controle do programa, que hoje, na fase de operação da hidrelétrica, se tornou um legado no fortalecimento da gestão e da infraestrutura de saúde dos municípios para a prevenção e combate à malária”, conclui.

Xingu+
Com o Termo de Compromisso Ambiental celebrado entre a Norte Energia e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), as ações do PACM foram direcionadas às comunidades ribeirinhas localizadas na região conhecida como Volta Grande do Xingu, por meio do Plano de Ação Xingu+. A iniciativa contempla localidades dos municípios de Altamira, Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu e presta apoio às ações da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Altamira para o combate da doença. Entre as medidas, constam a contratação de profissionais de saúde, manutenção de veículos e doação de combustível, além da entrega de testes rápidos e mosquiteiros.

Imagem: Jaime Souzza