Saboroso e saudável

Data de Publicação: 15/09/2018

Nas águas do Rio Xingu habitam um peixe sazonal apreciado por sua raridade, qualidade e sabor. Com formato arredondado, de escamas cinzas cintilantes e grandes olhos escuros, o pacu de seringa é um dos prediletos da região. Ele está presente na mesa dos moradores de Altamira e no cardápio dos restaurantes da cidade, especialmente durante o inverno amazônico, que vai de dezembro a junho, época da temporada da requisitada iguaria.

O pacu de seringa, da família Characidae, é encontrado nas bacias hidrográficas dos Rios Amazonas, Prata e Tocantins, mas é no Pará, especialmente na região do Médio Xingu, que o peixe reina absoluto. Considerado arisco pelos pescadores mais experientes, o animal busca a tranquilidade das margens do rio para se esconder e se alimentar. Seu nome vem dos frutos da seringueira, que caem na água e servem de refeição.

A fama do pacu vai longe, tanto que faz parte do calendário dos principais festivais de pesca esportiva do Brasil. Um exemplo é o Torneio de Pesca Esportiva Pacu de Seringa, realizado anualmente em Altamira, que chegou a sua 18ª edição e neste ano contou com o apoio da Norte Energia. Na disputa, vence a equipe que obtiver a maior soma em tamanho dos exemplares fisgados.

O peixe também virou o queridinho dos amantes da boa mesa. Frita, assada ou ao molho sua carne se destaca por ser uma das mais saudáveis do mundo pelo seu baixo teor calórico e fácil digestão. É também rica em ômega-3, benéfico ao coração.

Foi pelas mãos de Ronivaldo de Oliveira, de 42 anos, considerado um dos chefs de cozinha mais criativos da região, que o pacu ganhou evidência. Suas receitas mesclam memória afetiva, tradição e cultura amazônica, com um toque de criatividade da nouvelle cuisine.

Roni, como é mais conhecido, é um dos proprietários do Restaurante Patauá, localizado às margens do Rio Xingu. O chef, um apaixonado por peixes, revela que a receita de seu requisitado Seringueiro Patauá é autoral. Nesse prato, o pacu é recheado com pirão de farinha de mandioca e jambu, assado ao forno e servido com baião de dois, farofa e vinagrete feito com palmito regional, diferente do comum, à base de verduras. 

REVELANDO SEGREDOS
Confira o passo a passo da receita do Seringueiro Patauá 

Ingredientes

  • 1 pacu de seringa limpo e inteiro (1,3 kg em média)
  • 100g de farinha de mandioca fina
  • 1/2 maço de jambu fresco
  • Pimenta de cheiro 
  • 1 cebola pequena
  • ½ tomate grande
  • ½ pimentão grande
  • 50 ml de leite de coco
  • 50 ml de Tucupi
  • Azeite
  • Suco de um limão
  • Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo
Pique o jambu e a pimenta de cheiro e corte a cebola, tomate e pimentão em cubos pequenos. Junte as verduras cortadas ao leite de coco e ao tucupi em uma panela. Leve tudo ao fogo médio e engrosse com a farinha de mandioca fina. Este é o pirão, que deve ser reservado.

Tempere o pacu de seringa com o suco do limão e sal a gosto. Recheie o peixe com o pirão e leve ao forno médio por 20 minutos. Sirva o peixe com os acompanhamentos de sua preferência. Como bebida, a sugestão é um vinho branco seco.

Dica do chef
Roni conta que o pacu de seringa cozido também é uma boa pedida. Em sua caldeirada, o chef usa tucupi e jambu, ingredientes regionais que conferem acidez especial à preparação, que é acompanhada por pirão de farinha de mandioca e arroz branco. 

SERVIÇO
Restaurante Patauá
Avenida João Pessoa, 3348 – Jd. Independente, Orla de Altamira – Altamira (PA)
Reservas: 93 9 9133.7503
 

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